São Paulo: falta um líder fora de campo

Não faço coro com aqueles que pedem a saída dos treinadores sempre que um clube vai mal. Quando o time é ruim, não tem jeito.

Mas o caso do São Paulo é diferente. O clube tem bons jogadores – em nível de seleção, inclusive – mas que não conseguem se encaixar em campo. E aí só tem uma explicação: falta orientação tática.

Isso ficou nítido no jogo contra o Inter, pela semi-final da Libertadores. Isso e a falta de vibração de Ricardo Gomes.

Apatia do treinador contagiou o time em campo na Libertadores

O primeiro gol foi a primeira oportunidade perdida pelo São Paulo de ganhar o comando psicológico da partida. Gol do Inter, gol do São Paulo, Tinga expulso. E nova chance jogada fora. Faltando pouco mais 10 minutos, com um a mais, jogando em casa e precisando de um gol, qualquer treinador colocaria um atacante e arriscaria tudo.

Qualquer treinador, menos o Ricardo Gomes que esperou até os 41′ para colocar Marcelinho Paraíba no time. A essa altura, Rogério Ceni (coitado!) já se desesperava em campo e assumia uma postura que todo o grupo deveria ter seguido. Mas o time se mostrou o retrato do técnico: apático, frio, burocrático e sem raça.

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