Sempre Flamengo…

Certa vez ouvi um jogador dizer que “no Flamengo se vai do céu ao inferno muito rápido.”. A passagem de Zico como dirigente do clube é um claro exemplo dessa bipolaridade rubro-negra. Bastaram quatro meses para ele chegar exaltado e sair escorraçado.

Não pela torcida, mas por forças internas que viram seus interesses ameaçados. Mesmo dividida em opiniões, a “nação” jamais vai depor o Galinho do posto de maior ídolo rubro-negro. Isso não vai mudar.

E não vai mudar também o Flamengo. Zico levou com ele a tentativa de corrigir erros e vícios que há muito tempo persistem. Aos poucos, uma velha “ordem” parece estar se reestabelecendo na Gávea.

O clube perdeu a chance de se renovar. Esse, sem dúvida, é o saldo mais negativo dessa situação. Correntes tradicionais retomam seus lugares e o Flamengo segue sendo o mesmo de sempre – para o bem e para o mal.