Pelé, minha herança

O que faria um torcedor fanático guardar a sete chaves o escudo e o autógrafo de um jogador de outro clube? A resposta tem duas sílabas: Pelé! Para fazer uma singela homenagem ao Rei, mito e ídolo maior do futebol, resolvi contar minha história particular com ele. Quer dizer, com o que tenho de mais próximo dele…

Meu pai, um vascaíno alucinado, manteve em segredo um autógrafo de Pelé e um escudo do Santos. Não sei exatamente em que ocasião ele ganhou essa relíquia. Aliás, até bem pouco tempo ninguém da família sabia sequer da existência dessa lembrança.

Há 13 anos, não temos mais meu pai entre nós e, vez por outra, minha avó revira fotografias e guardados antigos dele. Esse é um hábito comum dela, mas somente agora – quando o Rei completa 70 anos – apareceram o envelope branco com o autógrafo e o escudo de pano do Santos, como que saído da camisa de Pelé para nossas vidas. O aniversário é dele, mas o presente fomos nós que ganhamos.

Obrigada, Pelé!

 

O autógrafo do Pelé para o meu pai