Brasil x Uruguai: uma Marta de vantagem

Enquanto as seleções sub-20 de Brasil e Uruguai são atrações no torneio Sulamericano masculino, o cenário do futebol feminino nos dois países enfrenta dificuldades e preconceitos. Poucas equipes, baixos investimentos e quase nenhuma divulgação.

Cerca de mil uruguaias praticam o futebol. Mas poucas pessoas no país sabem que um torneio feminino é organizado pela Conselho de Futebol Feminino da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) desde 1996. Assim como no Brasil, onde poucos torcedores conhecem as competições realizadas por federações estaduais e até a Copa do Brasil.

Entretanto, o Brasil tem um diferencial: o talento natural. As brasileiras se destacam pela habilidade e criatividade. Apesar das condições precárias do futebol feminino, o país conseguiu produzir a melhor jogadora de todos os tempos. Além de outras reconhecidas, como Cristiane e Formiga, e promessas, como Maurine e Érika.

O diretor técnico da seleção feminina de futebol do Uruguai, Jorge Burgell, lamenta que os nossos vizinhos não tenham a mesma sorte:

“Treinar uma equipe de futebol feminino é 90% igual a comandar um time masculino: elas encaram o jogo da mesma forma e buscam o aprimoramento físico e mental. A diferença está na técnica, pois cada mulher está anos atrás do jogador médio.” – disse ao site http://infosurhoy.com.

Tendo a vantagem de contar com o dom de jogar bola, o Brasil deveria aproveitar o auge da carreira da Marta para promover e fomentar o futebol feminino no país. Patrocinadores já se mostraram favoráveis à modalidade – vide o caso do Flamengo. O público já demonstrou apoio em algumas ocasiões. Falta a mídia divulgar para complementar o tripé necessário para que o futebol feminino ganhe projeção.

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