Que mancada, Patrícia Amorim!

Depois de alardear na mídia a criação da equipe feminina, inclusive com planos de trazer Marta, o Flamengo não jogará o Campeonato Carioca Feminino, competição que abre a temporada 2011 da modalidade no Rio.

O clube que tem uma mulher à frente da sua gestão não enviou representante ao arbitral da FERJ porque não havia indicado um diretor responsável pelo futebol feminino. Segundo Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal rubro-negro, “a presidente está com muito trabalho, e a situação ficou sem definição.”.

Pior do que a falta de organização e planejamento  foi a solução encontrada pelo Flamengo – que tinha acordo de patrocínio para a modalidade. O técnico Kleiton Lima e o elenco rubro-negro atuarão no estadual com a camisa do Bangu (??). Falta de respeito e ética com todos os profissionais envolvidos.

Assim como o patrocinador, Kleiton Lima e as jogadoras contratadas pelo Flamengo esperavam ter seus nomes associados a um clube de grande expressão nacional. De outro lado, as meninas que formariam o time principal do Bangu, agora, terão que se contentar em com o banco de reservas. O clube da zona oeste, como todos o de menor porte, tem dificuldades financeiras e não pode negar o acordo.

Este tipo de manobra é absolutamente nociva ao futebol feminino e precisaria ser coibida, especialmente no momento em que a modalidade consegue o mínimo de profissionalismo – o estadual 2010 contou com apenas três equipes e teve dois jogos encerrados por W.O. Nessas horas falta interferência da FERJ, já que com o bom senso dos dirigentes não se pode contar. Mas neste caso, isso não vai acontecer. A relação de parentesco entre o dirigente do Bangu e o presidente da FERJ vai deixar essa passar…

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