Precavido, Brasil estreia à la Scolari no Mundial feminino

A última vez que a seleção brasileira conquistou a Copa do Mundo foi com três zagueiros, em 2002. A próxima conquista mundial também poderá ser nesse esquema.

O time de Marta estreia hoje, às 13h15, no Mundial da Alemanha, contra a Austrália, em busca do inédito título para o futebol feminino.

A equipe que ficou marcada pela força ofensiva ganhou reforços na defesa, bem ao estilo imposto por Luiz Felipe Scolari na conquista da Copa da Ásia.

O técnico Kleiton Lima optou por um esquema com três zagueiras, reforçando a marcação. Fruto de traumas recentes: na última Copa e nas últimas duas Olimpíadas, o Brasil deu show, mas falhou nas partidas decisivas.

“Sem dúvida, nossa principal preocupação é o sistema defensivo. Estamos dando atenção muito especial a esse setor”, disse Kleiton.

O treinador brasileiro lembra que as seleções masculinas do Brasil também já sofreram com esse problema.

“Faz parte da cultura futebolística do país. O Brasil olha do meio para a frente, é difícil encontrar zagueiras e volantes, por exemplo. Nós temos uma dificuldade na bola aérea que a própria seleção masculina já teve durante anos”, explicou ele.

Hoje, diante da Austrália, Aline Pellegrino e Érika, ambos do Santos, formarão o trio de zagueiras com Daiane, do Botucatu. Aline, 1,80 m e Érika, 1,70 m, estão entre as mais altas do elenco.

Mas o treinador avisa: a preocupação com a defesa não significa que o Brasil será menos ofensivo do que se acostumou a ser.

“Se você olhar, é um [esquema] 3-5-2, mas ele vira um 3-4-3 e, dependendo da situação, até um 3-6-1. O fundamental é que o time não vai perder o estilo brasileiro. O Brasil joga bonito e isso passa pelo talento. E isso nós temos”, afirmou Kleiton.

Marta, apesar da pouca idade –tem 25 anos– disputará sua terceira Copa do Mundo e também diz sentir a diferença nesta seleção atual. “É um grupo bem diferente. A gente está trabalhando muito a parte defensiva, e isso é legal, pois estamos encaixando direitinho nos treinos”, disse à reportagem.

“Nós tínhamos defensoras de alto nível nas últimas Copas, mas o Brasil só vem crescendo. A gente tem uma mistura grande de meninas novas com as mais velhas, uma estrutura muito mais alta.”

Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa